Andei angustiada e pensei em algo superior que pudesse me enviar "sinais do céu". Pequenas flores brancas começaram a chover sobre minha cabeça, era um arbusto que jamais florescera em meu quintal. Sou assim, vivo sem fé e sem firmeza nas coisas transcendentais. Seriam esses os sinais que esperava? Acreditei no início, mas desacredito agora.
Matizes clorofilados de luz Oriundos do rei sol Fizeram de ti Um tapete vivo e refulgente De cores e delicadezas E as mãos humanas Farão Entrelaces mais lindos?
Em apenas dez míseros anos, perderemos o ser mais inteligente e delicado do planeta, o elefante. Animal que ao lado do golfinho, da baleia, do castor e chimpanzés, se destacou por sua doçura e obediência, mostrando-se sempre um bom serviçal do ser humano, isso sem contar com seus dotes artísticos nos circos do mundo inteiro. Ah, esse ser humano que nada respeita! Que destrói uma espécie tão valiosa em troca dos seus dentes de marfim. Dá até vontade de radicalizar e pedir a Deus que acabe de vez com o ser humano e deixe apenas os animais. É muita ambição, muita cobiça rolando por aí... Cemitério de elefantes, é para lá que eles já estão se encaminhando...
Estou passando pela calçada. De repente, um som de cachoeira na calçada, levo um susto tão grande que me afasto automaticamente sem saber a razão. Mas quando olho com calma ao meu redor, o porteiro do prédio, lá do último andar, está despejando litros e litros do líquido precioso que tanta falta faz a milhões de pessoas, plantas e animais do mundo inteiro. E qual a finalidade? Lavar as janelinhas envidraçadas dos idiotas endinheirados, mas que não têm a mínima noção da importância vital da água até para a sua própria sobrevivênvia. O ser humano, hein? Dá para entender este ser?